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IMV adere à Campanha Nacional Banco Vermelho

  • Publicado: Sexta, 27 Março 2026 10:25
  • Última Atualização: Sexta, 27 Março 2026 10:26
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A cada seis horas, no Brasil, uma mulher é vítima de feminicídio. Monitoramentos indicam crescimento de 9% na violência contra mulheres em relação ao ano anterior. Registros de estupro e violência sexual aumentaram 56,6%, com 56,5% das vítimas sendo crianças e adolescentes. 2025 registrou aproximadamente 1.470 casos, o maior número desde a tipificação do crime em 2015. Pesquisas indicam que 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar em 2025. A maioria dos homicídios (62,6%) atinge mulheres negras.

Esses são dados que assustam, crescem, e devem servir como fonte de choque, profunda reflexão e impulso para uma ação imediata. É com esse intuito que surge o Instituto Banco Vermelho, fundado em novembro de 2023, uma organização sem fins lucrativos e sem vínculos   políticos, criada pela determinação de duas mulheres recifenses, Andrea Rodrigues e Paula Limongi, que perderam amigas para o feminicídio. A campanha ganhou grande repercussão nacional, cuja intervenção marcante é a instalação de um banco vermelho em espaços de grande circulação, visando provocar as pessoas a cumprirem o lema principal da campanha: “Sentar e refletir, levantar e agir”.

Imbuído desse mesmo sentimento e intenção, o IMV realizou, nessa quinta-feira, 26, a cerimônia de instalação de seu banco vermelho, no corredor do bloco de salas de aulas da graduação.

Banco Vermelho

O evento contou com grande participação da comunidade acadêmica da Unidade, entre docentes, discentes e técnicos administrativos, além da presença da vice-coordenadora do Campus de Castanhal, professora Gerlândia Thjim, a qual destacou o histórico de fundação do Instituto Banco Vermelho e a importância do compromisso de todos e todas para com a luta contra o feminicídio. Também fizeram importantes falas a professora Sheyla Domingues, diretora adjunta do IMV, que ressaltou os dados alarmantes e crescentes de violência contra a mulher em nosso país; a professora Patrícia Maia, diretora da Faculdade de Medicina Veterinária, que ressaltou as diversas formas de preconceito e violência que atingem nossa sociedade, culminando com a violência de gênero; a bibliotecária Ellen Souza, que em relato emocionado chamou a atenção para a necessidade de pôr fim a esse quadro de agressão e violência contra as mulheres; a discente Letícia Correa, que destacou o papel acadêmico e social do combate ao feminicídio; e o secretário executivo Anselmo Gomes, o qual ressaltou a necessidade de os homens somarem-se a essa luta e provocarem, em si mesmos, um processo de constante desconstrução do machismo.

Como um instrumento de concreto simbolismo e marco do ato de repensar, transformar e agir, o banco vermelho ficará ocupando o bloco de graduação do IMV, como um chamado diário à reflexão acerca dos impactos da violência de gênero, pelo fim do feminicídio e de todas as formas de apagamento das mulheres.

 

Texto: Ascom do IMV, com dados do Instituto Banco Vermelho e do Senado Federal

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